10/08/2018 - Sefaz Debate discute impactos da sonegação para a sociedade

 

Com a proposta de fomentar uma reflexão por parte da sociedade sobre os prejuízos causados pela sonegação e desconstruir o discurso de que a prática é legítima defesa contra a alta carga tributária, o Afocefe Sindicato reuniu especialistas em diversas áreas de atuação e foi consenso que existe no País uma cultura que favorece e beneficia os sonegadores e penaliza o cidadão que paga seus tributos e não recebe serviços públicos de qualidade.

Cerca de 350 Técnicos Tributários da Receita Estadual de diversas regiões do Estado, lideranças políticas e empresariais e dirigentes de 50 entidades de classe participaram da 17ª edição do Sefaz Debate, na terça-feira, 07, no Teatro Dante Barone da Assembleia Legislativa. 
O evento foi conduzido pelo ex-presidente do Afocefe, técnico tributário Alexandre Luzzi e teve início com apresentação do coral da Sefaz e de peça teatral que abordou as distorções das relações trabalhistas.

O presidente do Afocefe, Carlos De Martini Duarte, lembrou que muitos brasileiros saíram às ruas condenando a corrupção mas ao mesmo tempo portavam cartazes afirmando que este crime é legítima defesa. ‘’Este deve ser um debate permanente de Estado. Sonegação não é legitima defesa. O cidadão é vítima deste processo’’, disse De Martini. O dirigente do Afocefe reforçou a importância desta discussão realizada há muitos anos pelo Sindicato dos Técnicos Tributários, ainda mais neste momento de grave crise financeira. ‘’Nossa categoria tem propostas claras para contribuir com o enfrentamento da crise financeira pelo Estado. A sonegação ocorre por falta de percepção de risco. É preciso conciliar fiscalização presencial com a virtual’’, apontou.

A cientista política e professora da Ufrgs, Céli Pinto, iniciou o debate discorrendo sobre a temática do evento: Sonegação Fiscal- A sociedade é Conivente? Disse que a resposta para esta questão é ambígua devido a diversidade dos cidadãos. Abordou diferentes formas de fraudes e pequenas corrupções diárias que são consideradas inofensivas.
O presidente do Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz), Achiles Frias, disse que grande parte da sociedade não tem ideia de quanto a sonegação é prejudicial para o cidadão que precisa gastar todo seu salário em bens de consumo primordiais. ‘’O Brasil deixa de arrecadar anualmente meio trilhão de reais devido a sonegação. Esse valor deixa de ser investido em saúde, segurança e educação’’, abordou.

 

O procurador do Estado do RS, que atua na Procuradoria Fiscal, Marcos Antônio Miola, a diretora executiva do Procon/RS, Maria Elizabeth Rosa Pereira, o coordenador da Comissão de Combate à Informalidade da Fecomércio, André Roncatto e o delegado coordenador da Delegacia Especializada na Repressão aos Crimes Rurais e Abigeato, de Bagé, Cristiano Ritta, foram palestrantes do segundo painel que tratou dos prejuízos da sonegação para a sociedade.
O evento teve como mediadores o diretor do Afocefe, Laurindo Gelson Possani e o técnico tributário Niro Afonso Pieper.

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