03/09/2018 - Afocefe abre debate com candidatos ao governo do Estado e defende combate à sonegação para superação da crise

 

Reconhecendo o protagonismo do Afocefe na discussão das finanças públicas e no caminho apontado para o Estado superar a crise por meio do combate efetivo à sonegação, o presidente do Sindicato, Carlos De Martini Duarte, foi convocado pelas entidades que integram o Movimento Unificado dos Servidores Públicos e o Fórum de Servidores Públicos Estaduais para abrir o debate com os candidatos ao governo do Estado.

Para um público que lotou a Casa do Gaúcho, no Parque da Harmonia, em Porto Alegre, formado por servidores estaduais, dirigentes de entidades de classe e lideranças políticas, De Martini apresentou, nesta sexta-feira, 31, o estudo realizado pelo Afocefe que comprova que a crise financeira do Estado é de receita devido ao modelo de gestão adotado pela Receita Estadual, que precariza a fiscalização ostensiva, reduzindo a sensação de risco e incentivando práticas de sonegação. ‘’O combate à sonegação vai formar a unidade dos servidores públicos com a sociedade para o enfrentamento da crise. Não podemos permitir que a crise penalize quem paga impostos, na sua maioria os trabalhadores, e não os sonegadores, os reais responsáveis pela penúria financeira do Estado, que não consegue honrar nem mesmo a folha de pagamento dos seus servidores, muito menos atender à população com serviços públicos de qualidade ’’, afirmou De Martini.

O presidente do Afocefe relatou os alarmantes números da sonegação de ICMS no Estado, que chegam a R$ 8 bilhões ao ano, conforme o Sonegômetro ICMS-RS, instituído pelo Sindicato dos Técnicos Tributários. Também abordou que somente em 2015, a pirataria movimentou R$ 61,5 bilhões no Rio Grande do Sul, conforme a Fecomércio. ‘’Aqui no Estado foi instituído um programa de sonegação premiada devido a um modelo de fiscalização equivocado e insuficiente, que beneficia os maus contribuintes. A dívida ativa das empresas com o Estado totaliza R$ 45 bilhões. Meia dúzia de empresários acumulam riqueza em cima da nossa força de trabalho. E, ao invés de fiscalizar seu principal tributo, o ICMS, o Estado prefere aumentar impostos. Por isso afirmamos com convicção que a Crise é de Receita’’, reforçou o presidente do Afocefe.

A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer e o presidente do Sindicaixa, Érico Correa, foram os mediadores do debate “Visões de Estado”, que contou com a presença dos candidatos Eduardo Leite (PSDB), Jairo Jorge (PDT), Julio Flores (PSTU), Miguel Rossetto (PT) e Roberto Robaina (PSOL). Os postulantes ao Executivo explanaram suas propostas e responderam perguntas dos representantes das entidades sobre Educação, Saúde, Segurança, Serviços Públicos e Funcionalismo.

O evento foi transmitido ao vivo pelo Facebook do Afocefe Sindicato e das demais entidades organizadoras.

 

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