Afocefe entrega estudo A Crise é de Receita ao economista Luiz Gonzaga Belluzzo

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Ao participar do seminário ‘’O Capital 150 anos’’, na noite desta segunda-feira, 25, na sede da Fetrafi, em Porto Alegre, o economista Luiz Gonzaga Belluzzo recebeu do presidente do Afocefe, Carlos De Martini Duarte, o estudo ‘’A Crise é de Receita’’, que faz uma radiografia sobre a questão financeira do Estado e aponta que há saída para a crise e ela está no combate à sonegação, por meio de reforço na fiscalização ostensiva, com investimento em pessoal e tecnologia.

No seminário, Belluzo discorreu sobre a estrutura, método e teoria do Capital.  Raul Carrion, que é presidente da Fundação Maurício Grabois no Rio Grande do Sul, uma das entidades organizadoras do evento, disse que apesar de completar 150 anos, o livro O capital, de Karl Marx,  e seu conteúdo permanecem mais atuais do que nunca.

 

Em mais de três horas de conversa, De Martini e o economista discutiram questões econômicas e políticas do país e, em especial, a grave crise financeira por que passa o estado do Rio Grande do Sul.

 

''Não é possível um estado pujante como o Rio Grande do Sul estar na 20ª posição em evolução de arrecadação entre as demais unidades da federação, de acordo com dados do Confaz. Isso comprova que o modelo de fiscalização adotado pela Receita Estadual é insuficiente. A Secretaria da Fazenda tem que buscar recursos que faltam para o Estado, sem penalizar os servidores. Afirmamos que a crise é de receita e na Receita'', disse De Martini.

 

O dirigente do Afocefe apontou os números de quanto o Estado deixa de arrecadar pela falta de fiscalização. ''Somente em 2016, a sonegação de ICMS no Rio Grande do Sul chegou a R$ 7,8 bilhões, o dobro do déficit do Estado, sem falar no contrabando, que fecha empresas e tira empregos dos gaúchos'', afirmou. Relatou, ainda, a falta de controle pelo Estado das empresas beneficiadas com isenções fiscais, já que o benefício chega a R$ 9 bilhões ao ano.

 

Belluzzo formou-se em Economia, Direito e Ciências Sociais, pela Universidade de São Paulo. Fundou a Faculdade de Campinas, é professor de Economia da Unicamp, já tendo  ocupado importantes cargos políticos, entre eles de secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, secretário de Ciência e Tecnologia e de Economia e Planejamento do estado de São Paulo. É consultor editorial da revista Carta Capital e foi, também,  conselheiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e presidente do Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que opera a TV Brasil. 

 

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