Regime de recuperação fiscal é a anatomia de um desastre, afirma De Martini em audiência pública contra privatização da CEEE

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O presidente do Afocefe, Carlos De Martini Duarte, acompanhado do vice-presidente, Gilberto da Silva, participou da audiência pública contra a privatização da CEEE, realizada nesta quinta-feira, 14, no Sindicato dos Engenheiros (Senge).

Promovida pela Frente Parlamentar Nacional em Defesa da Renovação das Concessões do Setor Público de Energia Elétrica, a audiência contou com a presença do presidente da Frente, deputado federal Pompeo de Mattos (PDT), lideranças de entidades sindicais e servidores da CEEE. 

 O presidente do Afocefe explanou sobre a crise das finanças públicas, em decorrência da falta de medidas efetivas de combate à sonegação. ‘’No trabalho A Crise é de Receita, fizemos um estudo sobre a sonegação no País. No Brasil a sonegação chega a 531 bilhões de reais ao ano. Um trabalhador que ganha menos de 2 mil reais paga na fonte 12,5% de alíquota de imposto de renda. Das 500 maiores fortunas do Brasil, metade está na condição de isenta. É um escracho com a população’’, afirmou.

De Martini citou o Sonegômetro instituído pelo Afocefe, com base nos dados do Sinprofaz, que aponta que a sonegação apenas de ICMS no Rio Grande do Sul é estimada em 7 bilhões de reais ao ano. ‘’Em 2015 foram contrabandeados no Rio Grande do Sul R$ 51,3 bilhões em produtos. 50% do cigarro consumido no Estado é paraguaio. Os contrabandistas vendo as facilidades da comercialização do fumo no RS montaram uma fábrica clandestina que produzia 100 mil carteiras de cigarro paraguaio por mês. E ainda se diz que o problema é de despesa, se aqui não tem fiscalização. Com convicção afirmamos que o regime de recuperação fiscal é a anatomia de um desastre’’, sinalizou De Martini.

 

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